segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Já quase que estamos mais perto do próximo arraial do que o que passou, mas pronto

Há três anos que vou a Marcha LGBT, e se depender de mim, hei de continuar a ir.
Acredito no poder da discriminação positiva, e acho que em certos casos é, infelizmente, necessária.

Apesar disso, sempre que discutia com alguém se a marcha seria a melhor forma de lutar pelos direitos LGBT, havia sempre alguns pontos que não conseguia responder bem. Porque, verdade seja dita, há algumas coisas na marcha com as quais não concordo. Desde algumas “palavras de ordem” ofensivas para quem está a ver, até certos "desfiles de Carnaval" de que muitos acusam.

Por outro lado, achava que o Arraial Pride era só para dançar e beber, e que ir a este e não ir à Marcha era uma irresponsabilidade. Até que fui ao Arraial este ano. E adorei. Por tudo, pela diversão, pela companhia, pelo à vontade que se sentia. O Arraial é uma festa, sim, mas uma festa onde não interessa a orientação sexual das pessoas, onde cada um está com quem quer e como quer, simplesmente a divertir-se. Metade das pessoas naquela festa eram LGBT, a outra metade eram heterossexuais e/ou estrangeiros. E esta segunda metade sentia-se bem, pois estava ali porque queria.

Penso que a melhor forma de lutar pelos direitos LGBT é no dia à dia, sem palavras de ordem e cartazes gigantes (que eu própria segurei), mas sim através de atitudes normais como um beijo no meio da multidão.

É assim que se faz da homossexualidade algo banal e sem importância.
É assim que, na minha opinião, vamos conseguir o direito à indiferença da orientação sexual.

2 comentários:

Basta um minuto disse...

Concordo plenamente, ainda que possa compreender, em parte, quem faz determinadas coisas com as quais eu não me identifico, concordo plenamente com as tuas palavras.

Nikkita disse...

Concordo contigo a 100%.
Eu nunca quis ir às marchas por não me identificar por essas mesmas "palavras de ordem"... Já pensei imensas vezes em ir, mas acaba sempre por não se concretizar.
Acho mesmo, tal como disseste, que o preconceito se desfaz no dia a dia, com gestos simples como dar a mão na rua. Não digo que nunca irei, nem que seja para lutar pelos meus (nossos) direitos, mas por enquanto é algo que não participo. Mas nada contra, claro! Liberdade de expressão acima de tudo! ;)