quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Faltam 7 dias.

Nunca fui aquela pessoa que nasceu a saber aquilo que queria fazer.

Quando era pequenina queria ser Astronauta ou Paleontóloga.
Depois, por fazer muito desporto, queria dar aulas de Educação Física durante o dia, Treinos de futsal à tarde e à noite ter um bar (na altura via os morangos com açúcar e achava isso fixe).
No final do ensino básico, por estar loucamente apanhada por uma professora, reforcei o meu interesse por Educação Física.
Depois eu mudei, tudo na minha vida mudou, e estive dois anos a querer ir para Direito.
Até que, não sei bem como, acho que sempre cá esteve, quero Psicologia.

Isto tudo, entre Jornalismo, Biologia, Ciências Políticas, Antropologia, etc etc, foram as minhas ideias de futuro profissional. Muitas.

Começa a contagem decrescente para a candidatura ao ensino superior e consequentemente a escolha do que quero.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

A minha namorada hoje disse-me que andava a tomar calmantes naturais por causa de mim.

Inicialmente não percebi, mas depois de pensar reparei que, só na ultima hora, tinha estragado o documento mais importante dos últimos três anos escolares quando só o tinha na mão há 5 minutos, tinha ladrado para uma pessoa (em legítima defesa, diga-se), tinha escrito notas de felicidade em guardanapos para as senhoras da limpeza e, por ultimo, interrompido uma conversa séria para fazer o som da batida de Billie Jean (é viciante, não é?).

Coitada. Só pode estar comigo pelos meus lindos olhos verdes, cabelos loiros compridos e 1,76 de altura.



P.S- Não deixem de me ler. Até sou uma pessoa bastante normal na vida real. Por vezes.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Já não se pode ser saudável e amante da natureza ao mesmo tempo


Já há muito tempo que não andava de bicicleta.
Até que hoje me apeteceu pegar nela e ir dar umas voltas pelos parques, fazer um pouco de exercício e apanhar ar puro. Tudo muito bom.

Até que começo a sentir picadas na perna e de repente, depois de um grito à filme de terror e mandar a bicicleta para o chão com todo o drama possível, vejo uma vespa toda contente a sair de dentro dos meus calções!

Se a própria Natureza não quer que eu me esforce para fazer desporto, então não há nada a fazer!
Toda a gente sabe que contra a Natureza, nenhum ser humano ganha.

Já quase que estamos mais perto do próximo arraial do que o que passou, mas pronto

Há três anos que vou a Marcha LGBT, e se depender de mim, hei de continuar a ir.
Acredito no poder da discriminação positiva, e acho que em certos casos é, infelizmente, necessária.

Apesar disso, sempre que discutia com alguém se a marcha seria a melhor forma de lutar pelos direitos LGBT, havia sempre alguns pontos que não conseguia responder bem. Porque, verdade seja dita, há algumas coisas na marcha com as quais não concordo. Desde algumas “palavras de ordem” ofensivas para quem está a ver, até certos "desfiles de Carnaval" de que muitos acusam.

Por outro lado, achava que o Arraial Pride era só para dançar e beber, e que ir a este e não ir à Marcha era uma irresponsabilidade. Até que fui ao Arraial este ano. E adorei. Por tudo, pela diversão, pela companhia, pelo à vontade que se sentia. O Arraial é uma festa, sim, mas uma festa onde não interessa a orientação sexual das pessoas, onde cada um está com quem quer e como quer, simplesmente a divertir-se. Metade das pessoas naquela festa eram LGBT, a outra metade eram heterossexuais e/ou estrangeiros. E esta segunda metade sentia-se bem, pois estava ali porque queria.

Penso que a melhor forma de lutar pelos direitos LGBT é no dia à dia, sem palavras de ordem e cartazes gigantes (que eu própria segurei), mas sim através de atitudes normais como um beijo no meio da multidão.

É assim que se faz da homossexualidade algo banal e sem importância.
É assim que, na minha opinião, vamos conseguir o direito à indiferença da orientação sexual.

E a quantidade de pastas que se chamam "Outros"...


Se o computador de uma pessoa reflectir a sua vida pessoal e a forma como é, não me admira que o meu computador esteja completamente desorganizado, com pastas e pastinhas que nada tem a ver umas com as outras, e ficheiros que não pertencem a lado nenhum lá dentro.


[que vontade de apagar tudo só para não ter de organizar as coisas!]

domingo, 7 de agosto de 2011

Actualizações

Neste momento a minha vida está em modo de pausa.
Não tenho nenhum projecto iniciado, apenas muitas ideias e vontades, que nem todas podem ser concretizadas, seja por falta de vontade ou por outros factores externos.

Universidade - talvez dos projectos que mais ansiedade me trás. Estou à espera dos resultados dos exames, e tenho até dia 17 deste mês para me candidatar à faculdade. Estive quase dois anos com a certeza absoluta de que queria seguir Direito, e vi esta certeza mudar por completo para Psicologia, neste ultimo ano. Ainda não me consegui candidatar pois receio que venha outra certeza ainda maior. E, se for Psicologia, há a duvida da faculdade que quero escolher… Alguém informado sobre o assunto (tanto sobre o curso em si como sobre como me decidir) para me aconselhar?

Carta de Condução – nunca fui daqueles adolescentes que um mês antes de ter 18 anos já quer estar a tirar a carta. É caro e eu não vou ter carro, por isso nunca foi uma prioridade para mim. Mas é uma prioridade para o meu pai, que considera a carta de condução uma necessidade e não um luxo. Por isso vou ter de arranjar vontade e tempo para o ir fazer. Outra situação em espera.

Voluntariado – algo que há muito tempo quero fazer, e que agora vou estar, em termos de espaço físico, muito próximo do local onde queria realizar: Hospital Santa Maria. Mas com o inicio da faculdade – seja ela qual for – vou ter de me adaptar a muita coisa, e não sei ainda se terei tempo. E o voluntariado não pode ser ir apenas quando me apetece, é preciso responsabilidade e disponibilidade. E não sei se tenho qualquer uma das duas. Mais um projecto em stand-by.

Política – há uns dois, três anos que tenho começado a interessar-me por esta área e a ganhar uma vontade muito grande de fazer parte da vida política. Tenho os papeis para me filiar no partido em cima da mesa, mas é mais uma coisa para a qual ainda não dei o grande passo.


Para já, são algumas das coisas da minha vida pelas quais tenho esperado. Parece que estou à espera de Setembro para que a minha vida dê uma volta gigante e tudo me comece a parecer mais real… Tenho é de me mentalizar que nada me vai cair de mão beijada, e que se não for eu a fazer isto, mais ninguém o faz por mim.




Já sentiram que têm milhares de projectos, mas não conseguem fazer nem um?
Como mudar isso?

sábado, 6 de agosto de 2011

Regresso :)

Quando entrei neste mundo dos blogs, estava a passar por um momento em que sentia milhares de coisas dentro de mim que não conseguia explicar ou contar a alguém. Não tinha a quem contar, sentia-me sozinha.

Comecei a ler alguns blogs, de pessoas que nunca na minha vida tinha conhecido ou visto, e de repente senti-me compreendida, reflectida nas pessoas que lá escreviam. Senti que estava a entrar numa nova realidade, em que me sentia bem.

Juntei a vontade de fazer parte deste mundo destas pessoas ao facto de precisar de escrever para libertar as duvidas que estavam na minha cabeça. Precisava de respostas, para mim. E nessa altura, tudo corria bem. Comecei a receber comentários do outro lado, a falar com pessoas sobre os mais diversos assuntos, a ouvir as suas opiniões, as suas histórias, aprendi e cresci muito. Estava a ser uma experiencia bastante positiva, para mim.

Mas há medida que o tempo foi passando, sentia que deixava de escrever para mim, mas sim apenas para quem me lia. Comecei a sentir uma pressão, por mim imposta, de escrever alguma coisa. E isso afastou-me. Escrevia cada vez menos, sobre coisas cada vez mais supérfluas, e deixei de reconhecer o meu blog, que em tempos foi um reflexo muito grande de quem eu era.

Já não escrevia aqui há uns 5 meses, e foram muitos os dias em que quis voltar. Gosto de escrever, gosto de partilhar, gosto de fazer parte, mesmo que apenas através do computador, das pessoas que me lêem e que eu leio. Isso faz-me muita falta. Por isso, vou tentar voltar. Voltar a escrever, voltar a comentar, recuperar o meu blog.

Quero voltar aqui.