domingo, 8 de fevereiro de 2009

Há situações que marcam #2


Neste post falei de como as crianças podiam ser más com as palavras.
Hoje venho com uma notícia publicada este fim de semana:


"Pura violência. Uma menina de 10 anos teve que receber tratamento depois de ter sido espancada. A agressão foi praticada na própria escola e os agressores apontados pela garota são quatro alunos mais velhos, seus colegas.
As autoridades foram chamadas pelos responsáveis da escola, depois de mais de uma hora de agressões e humilhações sofridas pela garota, aluna do 5.º ano, que terá sido arrancada do bar por uma das colegas e arrastada para uma ribanceira junto ao pavilhão, onde foi empurrada várias vezes caindo pela ribanceira e sendo obrigada a subir outras tantas para ser novamente agredida. Nenhum funcionário ou professor se apercebeu do que se estava a passar.
Algumas das frases ditas ao jornal pela menina foram: "Puseram-me um pé em cima da cabeça e meteram-me lama na boca" ; "eu chorava e pedia-lhes que parassem" e "Tenho medo de voltar à escola, não quero!".




Estas histórias, infelizmente reais, afectam-me duma forma pessoal, mas acho que mesmo a quem não tenha passado por nada do género fica com um sentimento enorme de revolta.

Qual é o prazer que estas crianças tem de fazer sofrer os outros?
De os verem a chorar e magoados, tanto psicologicamente como fisicamente?
Sente-se grandes assim?
Superiores?!

1 comentário:

lothlorien disse...

Sempre tive dúvidas quanto ao verdadeiro fundo dessas crianças. Nunca soube se dizem as coisas porque não pensam antes de falar e aquilo sai-lhes sem ter noção de que não o deviam ter dito; ou se o fazem por crueldade, o primeiro sentimento de "posso magoar os outros se quiser" que têm na vida. Acho que é um bocadinho os dois. Mas as coisas têm vindo a piorar; não sei bem porquê, mas esta nova geração é tão diferente da minha e a diferença de anos não é abismal. But then again, eu cresci sem tv por cabo, sem net, sem sequer computador e sem telemóvel. lol acho que afinal isso explica alguma coisa. Ainda bem que mesmo assim há miúdos hoje com alguma coisa na cabeça, dá esperança para o futuro.