segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hoje é dia dos Avós

A maioria das pessoas que eu conheço não tem uma relação com os avós.
Eu, por outro lado, tenho muita sorte nisso.

O meu avô materno contava anedotas aos meus amigos e a mim através das grades, enquanto estávamos no recreio.

O meu avô paterno veio para Portugal quando eu tinha 4 anos, e a partir daí está presente todos os dias.

A minha avó materna nunca esteve muito presente mas é das pessoas que eu mais gosto e de quem mais sinto saudades. Ainda hoje me trata por “a minha menina”, e quando a vejo fico bastante feliz.

A minha avó paterna está em Portugal desde que a primeira neta nasceu, e sempre foi como uma segunda mãe para mim. Ia-me buscar à escola, gravava-me os desenhos animados, comprava-me revistas e aguarelas, levava-me ao parque para eu ir brincar, cobria-me quando eu fazia asneiras, ralhava comigo quando jogava à bola dentro de casa, e lavava a minha roupa quando eu a sujava de chocolate, para a minha mãe não saber.
Hoje, dá-me almoço quase todos os dias, telefona-me se não me vê durante dois dias seguidos, compra-me bolachas, e dá-me amor. Muito amor. É das pessoas mais fortes que eu conheço e das pessoas que me faz sentir mais segura. É a pessoa que eu tenho a certeza que nunca me virará a cara.

Eu tenho sorte. Tenho sorte por hoje, no dia internacional dos avós, poder dizer que amo verdadeiramente os meus avós, e que estes são meus amigos.

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