sábado, 29 de agosto de 2009

Algures no mundo há Mulheres casadas com amostras de homens que acreditam nisto

No último domingo, uma lei retrógrada foi publicada no Afeganistão. Ela permite que homens da etnia hazara possam castigar suas mulheres deixando-as sem comida caso elas lhe neguem o tamkeen, o direito da satisfação das necessidades sexuais. Os hazaras representam 9% da população total do país. ,

O marido pode impedir a mulher de sair de casa quando entende que ela não o satisfaz. “É o que diz o corão”, diz um taxista local.
O líder espiritual hazara Mohakik Zada, opositor do Taliban e propagador de ideias mais liberais com relação ao islamismo, diz que a lei, na verdade, beneficia as mulheres e que a parte que diz respeito ao tamkeen é a única que agrada os homens. “A proibição de sair de casa está prevista no código civil, não é algo novo. A norma representa uma melhora porque a mulher poderá sair em caso de urgência, se estiver doente, por exemplo”, disse Zada. “A mulher pode impor todas as condições que quiser antes do casamento: permissão para sair, decidir se quer ou não usar burca ou questões relativas ao divórcio. A lei as ampara. O que acontece é que quase ninguém conhece a lei ou seus direitos”.


Zada afirma que a obediência da mulher ao tamkeen está prevista no Corão. O livro estabelece também a gradação da pena imposta pelo marido. “Primeiro, ele pode deixar de falar com ela. Depois, separar as camas; terceiro dar-lhe um aviso. Apenas em último caso é permitido golpear a mulher suavemente, sem causar feridas”.
O mulá defende a ideia de que a lei melhora a condição das mulheres. Permite que elas neguem sexo se estiverem menstruadas ou com dores. Ele ainda acusa a imprensa estrangeira de descontextualizar o assunto. “Acontece no Irã, Iraque, Síria. Por que tanto barulho com o Afeganistão?”.



Uma pergunta: O que raio é "golpear a mulher suavemente"? É bater mas não se notarem ferimentos exteriores?
Do género: "Ah, eu vou-te fazer um traumatismo craniano, mas não se pode notar, por isso deixa-te estar ai quieta para eu fazer isto como deve de ser. Ai doí-te? Para a próxima pensa melhor antes de me recusares qualquer coisa. Não me interessa que tenhas trabalhado o dia todo, é a tua obrigação!"

Há uns tempos disseram-me que antes se dizia qualquer coisa do género quando uma mulher se queixava do marido: "Oh, mas ele até é teu amigo, não te bate nem nada".

Eu respeito todas as religiões, respeito tudo e tento aprender e informar-me sobre tudo. Mas algo que vai contra os direitos humanos, é simplesmente desprezível.

Que nojo.

2 comentários:

Leonor disse...

É que eu nem digo nada.

Ana disse...

concordo absolutamente contigo.