O marido pode impedir a mulher de sair de casa quando entende que ela não o satisfaz. “É o que diz o corão”, diz um taxista local.
O líder espiritual hazara Mohakik Zada, opositor do Taliban e propagador de ideias mais liberais com relação ao islamismo, diz que a lei, na verdade, beneficia as mulheres e que a parte que diz respeito ao tamkeen é a única que agrada os homens. “A proibição de sair de casa está prevista no código civil, não é algo novo. A norma representa uma melhora porque a mulher poderá sair em caso de urgência, se estiver doente, por exemplo”, disse Zada. “A mulher pode impor todas as condições que quiser antes do casamento: permissão para sair, decidir se quer ou não usar burca ou questões relativas ao divórcio. A lei as ampara. O que acontece é que quase ninguém conhece a lei ou seus direitos”.
Zada afirma que a obediência da mulher ao tamkeen está prevista no Corão. O livro estabelece também a gradação da pena imposta pelo marido. “Primeiro, ele pode deixar de falar com ela. Depois, separar as camas; terceiro dar-lhe um aviso. Apenas em último caso é permitido golpear a mulher suavemente, sem causar feridas”.
O mulá defende a ideia de que a lei melhora a condição das mulheres. Permite que elas neguem sexo se estiverem menstruadas ou com dores. Ele ainda acusa a imprensa estrangeira de descontextualizar o assunto. “Acontece no Irã, Iraque, Síria. Por que tanto barulho com o Afeganistão?”.
Uma pergunta: O que raio é "golpear a mulher suavemente"? É bater mas não se notarem ferimentos exteriores?
Do género: "Ah, eu vou-te fazer um traumatismo craniano, mas não se pode notar, por isso deixa-te estar ai quieta para eu fazer isto como deve de ser. Ai doí-te? Para a próxima pensa melhor antes de me recusares qualquer coisa. Não me interessa que tenhas trabalhado o dia todo, é a tua obrigação!"
Há uns tempos disseram-me que antes se dizia qualquer coisa do género quando uma mulher se queixava do marido: "Oh, mas ele até é teu amigo, não te bate nem nada".
Eu respeito todas as religiões, respeito tudo e tento aprender e informar-me sobre tudo. Mas algo que vai contra os direitos humanos, é simplesmente desprezível.
Que nojo.
2 comentários:
É que eu nem digo nada.
concordo absolutamente contigo.
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