quarta-feira, 31 de março de 2010
É por estas que dizem tão mal da minha geração...
Foi nessa altura que os meus amigos e colegas começaram a fumar, a serem rebeldes, e não ligar à escola porque não precisavam dela para nada. Essa rapariga, muito controlada pelos pais, nunca tinha feito assim nada de mais. Um cigarrinho e tal, a medo, e faltar só num caso muito extremo (tipo o namorado dela da altura querer que ela faltasse). E até tinha boas notas.
Mas hoje, quando a encontrei, ela fez questão de referir múltiplas vezes que fumava, que os pais não sabiam, que fumava muito, que não dava cigarros a ninguém porque precisava, que tinha péssimas notas, negativas atrás de negativas e já nem valia a pena estudar, e que agora como estava no centro de Lisboa faltava às aulas para ir para onde lhe apetecia, ah! e que fumava.
E dizia-me isto com orgulho!
Ora eu fico a pensar, mas é suposto andarmos para trás? A fase de rebeldia ainda não passou?
Mas que raio, desde quando é que ter más notas, ou qualquer outra das coisas acima referidas, é motivo de orgulho??
terça-feira, 30 de março de 2010
Nas arrumações encontram-se coisas inesperadas

Encontrei a chave!
Chave? Mas qual chave? Pois bem, eu explico.
No meu 10º ano fui para uma turma cheia de desconhecidos. Passado uma ou duas semanas, uma das raparigas, que também não conhecia mais ninguém, perguntou-me se eu queria comprar cacifo com ela. Concordei. Passado duas semanas, perdi a chave.
Tive de dizer à rapariga, que mal conhecia, que tinha perdido a chave que ela tinha comprado.
Quando lhe disse, à rapariga, que é muito mais responsável que eu (não é difícil) e que gosta de ter tudo organizadinho, juro que até vi fumo vermelho a saírem dos olhos dela!
E toda a gente gozou comigo (ó! que eu sou uma pobre coitada!), tantas piadas que podiam ter sido evitadas....
[Este ano já demorei mais tempo a perder a chave. Hum.... 4 meses? Menos?]
segunda-feira, 29 de março de 2010
É desta que o meu avô tem um ataque
Maratona de arrumações
Tenho um grave problema: não consigo deitar as coisas fora. Fico sempre a pensar: "Um dia pode-me dar jeito...".
Por outro lado, já encontrei diários de quando era pequenina, fotografias ridiculamente cómicas e desenhos e textos meus que já nem me lembrava que os tinha feito!
