(...)No dia seguinte à efectiva possibilidade de dois homens ou duas mulheres casarem civilmente, se assim o entenderem, respiraremos um ar mais livre, cresceremos como democracia, promoveremos a inclusão e acarinharemos a diversidade na igualdade. Nesse dia, o arco-íris – símbolo da luta dos gays e das lésbicas pela sua dignidade plena - será também um símbolo da nossa República.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Para ler e reler e reler.
(...)As pessoas de que estamos a falar, as pessoas para quem e em nome de quem estamos a legislar, nasceram numa sociedade largamente homofóbica, à semelhança da experiência terrível do racismo para muitas pessoas negras em várias sociedades, e à semelhança da experiência terrível do sexismo para muitas mulheres. Nasceram para uma sociedade que lhes disse que o seu amor não tinha nome; que o seu destino era obrigatoriamente a heterossexualidade; aprenderam nomes insultuosos para designar o mais íntimo e estruturante das suas personalidades; viram-se obrigadas a viver na vergonha, no silenciamento e na ocultação; em tempos e lugares não muito distantes foram encarceradas, torturadas, submetidas a tratamentos forçados, enviadas para campos de concentração. Ainda hoje e entre nós, temem represálias no emprego, temem o insulto na rua, temem a alienação familiar e das redes de amizade. Essas pessoas não são as figuras estereotipadas de um certo imaginário homofóbico, nem as pessoas que, como eu, tiveram o privilégio e a sorte de poderem falar hoje e aqui, neste dia histórico. Eles e elas são nossos irmãos e irmãs, pais e mães, filhos e filhas, amigos e amigas, vizinhos e vizinhas, colegas de trabalho. São pessoas de todos os níveis sociais, ricas e pobres, do campo e da cidade, jovens e idosas, conservadoras ou liberais – e esperam de nós um gesto de reconhecimento. Mas legislamos a favor da igualdade também em nome de todos e todas nós, cidadãos e cidadãs da República Portuguesa - porque nenhum e nenhuma de nós será livre e poderá em consciência usufruir dos seus direitos enquanto estes forem negados ao seu próximo.
(...)No dia seguinte à efectiva possibilidade de dois homens ou duas mulheres casarem civilmente, se assim o entenderem, respiraremos um ar mais livre, cresceremos como democracia, promoveremos a inclusão e acarinharemos a diversidade na igualdade. Nesse dia, o arco-íris – símbolo da luta dos gays e das lésbicas pela sua dignidade plena - será também um símbolo da nossa República.
(...)No dia seguinte à efectiva possibilidade de dois homens ou duas mulheres casarem civilmente, se assim o entenderem, respiraremos um ar mais livre, cresceremos como democracia, promoveremos a inclusão e acarinharemos a diversidade na igualdade. Nesse dia, o arco-íris – símbolo da luta dos gays e das lésbicas pela sua dignidade plena - será também um símbolo da nossa República.
Miguel Vale de Almeida.
Antes era "Ai, nem pensar nisso!". Agora é vê-los a fazerem negócio.
Mas é bom, é bom.
Continuando assim qualquer dia abre uma loja de roupa, com t-shirts a dizer "Eu adoro os meus dois pais!".
É só esperar para ver. Ainda vão ser os gays que vão tirar Portugal da crise. :P
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Um passo já está
Vá Sr.Presidente , apostei 5 euros em como promulgava o projecto de lei do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Força aí. ;)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Querem crescer rápido, fazer tudo. Esquecem-se do principal.
Hoje soube que uma miúda, que andava comigo na escola, engravidou aos 14 anos. Entretanto teve o filho aos 15 anos, e foi morar com o namorado, provavelmente em casa dos pais dele. Agora tem 16 anos e o filho vive com a mãe dela, pois foi-lhe retirado pela segurança social. Ela raramente vê o filho, não estuda e não trabalha.
Há quem diga que a rapariga é que é a vitima, coitada, ficou com a vida estragada.
Não entendo isso. Ela fez o que quis - até não ficar com o filho -, tudo de livre vontade.
Teve relações, engravidou, saiu de casa, não faz nada pela vida e não está com o filho porque não quer. Se há alguma vitima nisto tudo é o filho.
O filho que tem uma mãe e um pai que o abandonaram.
O filho que tem uma mãe e um pai que não fazem nada para estar com ele.
O filho que tem uma mãe e um pai que agem como se ele fosse apenas um descuido, e não uma vida.
Ainda bem que o filho não está com os progenitores.
Há quem diga que a rapariga é que é a vitima, coitada, ficou com a vida estragada.
Não entendo isso. Ela fez o que quis - até não ficar com o filho -, tudo de livre vontade.
Teve relações, engravidou, saiu de casa, não faz nada pela vida e não está com o filho porque não quer. Se há alguma vitima nisto tudo é o filho.
O filho que tem uma mãe e um pai que o abandonaram.
O filho que tem uma mãe e um pai que não fazem nada para estar com ele.
O filho que tem uma mãe e um pai que agem como se ele fosse apenas um descuido, e não uma vida.
Ainda bem que o filho não está com os progenitores.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Mais de 90 mil pessoas que querem mandar na vida dos outros (já que não mandam nas deles...)
Mais de 90 mil assinaturas a favor de um referendo sobre o casamento homossexual (entre pessoas do mesmo sexo! O casamento não tem orientação sexual!) serão entregues esta terça-feira na Assembleia da República por um movimento que defende a suspensão do processo legislativo.
Agora referendam-se direitos...
Vamos até esquecer o facto desta gente não ter nada a ver com o facto dos outros se casarem ou não (em vez de se preocuparem com os futuros casamentos dos outros,preocupem-se com os vossos casamentos falhados).
O casamento não teria um maior significado se todas as pessoas se pudessem casar com quem amam, quer seja ou homem, ou uma mulher?
Falo por mim, se quisesse casar com um homem, acho que seria muito melhor saber que não seria um direito exclusivo meu, mas sim de todos os seres humanos...
Agora referendam-se direitos...
Vamos até esquecer o facto desta gente não ter nada a ver com o facto dos outros se casarem ou não (em vez de se preocuparem com os futuros casamentos dos outros,preocupem-se com os vossos casamentos falhados).
O casamento não teria um maior significado se todas as pessoas se pudessem casar com quem amam, quer seja ou homem, ou uma mulher?
Falo por mim, se quisesse casar com um homem, acho que seria muito melhor saber que não seria um direito exclusivo meu, mas sim de todos os seres humanos...
domingo, 3 de janeiro de 2010
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