segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Martin Luther King

( Odeio o facto de, por ser demasiado emotiva, não conseguir expressar as minhas opiniões como deve de ser, ou sequer de as exprimir de todo.
Há certos assuntos que simplesmente não consigo falar em publico, à frente de muita gente, que sei que acham que aquilo que eu digo e defendo é idiota e irreal, assuntos que me afectam directamente ou indirectamente e que me deixam super nervosa e com vontade de explodir. São assuntos que me magoam de tal maneira no coração que não consigo sequer ter forças lutar. (pelo menos para já. Espero mudar isso.)
E depois fico com coisas para dizer e venho para o blog escrever.
)

Hoje o tema era Martin Luther King, que se pode dizer que é um dos meus modelos a seguir. Para além de o idolatrar, de achar que foi uma das pessoas mais importantes na luta pelos direitos civis e nunca ter desistido, morreu por aquilo que acreditava e isso acho que é das melhores forma de morrer.
Mas, apesar de lhe dar todo o mérito do mundo, o que ele fez não foi assim tão eficaz como dizem. Foi bom, foi óptimo. Melhorou e muito a vida de muitas pessoas e reconheço isso.
Mas se tivesse sido eficaz, hoje não haveria discriminação, não haveria racismo.
E eu vejo todas as pessoas a dizerem o que é politicamente correcto, mas a agirem contra isso. Vejo todos os dias as pessoas a discriminarem os outros só porque são diferentes delas. As pessoas a dizerem que querem igualdade e estão fartas de injustiças, e depois a acharem que são melhores que as outras só porque agem conforme o padrão da normalidade criado pela sociedade.

E acho que não era isso que Martin Luther King queria. De hipocrisias, do politicamente correcto mas não sentido, das mentiras, da discriminação, do racismo, a opressão, da violência, acho que ele já estava farto.
Por isso, não me venham com moralismos se não acreditam naquilo que dizem. E se acreditam, toca a fazer alguma coisa por isso, alguma coisa de positivo, de preferência.


(e teria tanto mais para dizer... Desde o "porque raio é que há discriminação, se somos todos humanos?" até ao "Será que algum dia se conseguirá igualdade?", passando por "Se as pessoas podem escolher entre serem idiotas e serem boas pessoas, porque é que escolhem ser idiotas?"...)

3 comentários:

Leonor disse...

Utopia da igualdade.

B' disse...

Talvez, mas se ninguem lutar pela igualdade, então é que será sempre uma utopia.
Se depender de mim, não será apenas uma utopia.

Sereia disse...

Boa noite...
Faço minhas as palavras da leonor,sem comentário...
Um beijo grande